segunda-feira, 30 de junho de 2008

Visto


Disse da moça sabida que tudo começou num sim.
Uma partícula disse sim a outra e nasceu: eu e você.

Mas antes de sim, a partícula olhou a outra partícula.

Só é sabido o dizer da moça porque vi o que ela me deixou pra ver.

Só sei também porque vi a caramboleira e o holofote. E porque vi alguém no holofote, e vi que tinha nas mãos a chave do mundo, quer dizer, vi a chave do mundo no que tinha nas mãos.

Quando uma coisa olha pra outra coisa e sem querer os olhares se cruzam, começa-se a prestar atenção, e se trata logo pra transformar o vido em visto.

E de se tratar a vista bilha, brilha,brilha até ofuscar. Aí vê cada vez mais.

Eu acho que tudo começou “num visto”.

E, por sinal, tenho uma supresa: fecha os olhos?



Sei do sabido porque xeretei o que tinha na mão de quem estava sob a minha caramboleira.

E é muito do meu direito, não que a caramboleira seja minha, nem que o jardim tenha dono, mas, mas, mas... que ousadia!

sábado, 28 de junho de 2008

Na ponta dos pés...


Salve, Salve!

Chegando mordendo as margaridas no lugar do café da manhã.
Talvez observando tudo na intenção de colher o que de melhor a bela flor tenha a oferecer.
Pesado? Sem jeito?Analista?
Manquitolando um pouco, mas é o jeito de ser...

No gingado que a vida propõe é que me proponho balançar, seja no colo dos dias ou em um lugar no meio do mar.

Olá, olá

Não é que eu não tenho nome, eu o tenho, mas é diferente do nome que você chama ele, que chama ela, que chama você.

Falaram pra eu me apresentar e resolvi fazer isso aqui, embaixo do pé de carambola.
Posso contar um segredo? É o lugar que mais gosto no mundo. Quando o sol ta forte, forte, o gramado fica verde que nem quando criança colori desenho. A sombra da caramboleira parecendo um holofote. (risos) dá uma sensação gostosa de preguiça misturada com energia...
Ei, mas eu vim aqui pra dar oi: Oidado!