O impacto da fotografia
Existem duas idéias expostas :
As imagens são o artificio principal da mídia para conduzir nossa atenção.
A oferta excessiva de imagens nos torna menos sensíveis àquelas que realmente deveriam ser importantes.
A primeira tese
Os exemplos das Guerras do Vietnã e do chamado "efeito CNN" na Guerra da Bósnia fortaleceram a tese de que quando há fotos uma guerra se torna real.
Guerra do Vietnã
As imagens do conflito traziam de forma assustadora a forte realidade vivida
nos campos de batalha.
Dessa forma a intervenção militar deixou de contar com o apoio majoritário dos agora espectadores.
Guerra da Bósnia
Após grande cobertura de outras guerras, Sarajevo também foi exaustivamente exposta.
Sendo as fotos fator determinante para a nossa visão, opinião e configuração dos fatos dos conflitos.
A segunda tese
Nossas consicências se tornam menos capazes de serem instigadas por nos tornarmos menos capazes de sentir.
Crítica à modernidade
Em 1800 Wordsworth já destacava que a partir de fatos “diários” e notícias “constantes” de “acontecimentos extraordinários” acontecia um embotamento mental.
E que assim a sociedade passa a prezar o espetáculo e o "show bizz" como objetivo de boa parte de seus individuos , mesmo que haja ainda a realidade que não pode ser totalmente subvertida.
Contraponto à crítica.
Alguns gozam o privilégio de serem espectadores da dor de um outro povo
Existem centenas de milhões que estão longe de se sentirem impassíveis
Duas extremidades em relação aos interessados em imagens de guerra:
Os cínicos, que nunca estiveram perto de uma guerra.
Os esgotados pela guerra, que padecem as desgraças fotografadas.
O que fosse repassado pela mídia seria o fator principal das resoluções possíveis para o conflito nos Balcãs.
Visto como abutre e oportunista do sofrimento alheio pelos bósnios o fotojornalista também cumpria papel interessante para estes ao retratar o seu sofrimento e o sentimento das vítimas.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
O natural sempre é a melhor opção
E por melhor que seja a situação (ou a relação) ela ficaria bem melhor se contornada de espontaneidade
Não existe como levar a sério algo que tem de ser relembrado ou dito a todo instante
Certa vez prometi que tudo deveria ser assim: naturalmente verdadeiro ou verdadeiramente natural, nada de pesos indevidos em momentos teoricamente feitos para agraciar de paz.
Mas a vida nem sempre é assim...
Você se irrita, você luta e faz de tudo para demonstrar que não há nada que possa abalar a sua convicção tão sublime, e quando quase tudo vem ao olhos com o propósito de transformar isso em piada não há como se manter inerte.
As dúvidas voltam, os olhos já não brilham tão inocentemente asim - apesar de ainda brilharem - e mais um calo se junta à coleção adquirida.
As promessas de se fazer forte já não são necessárias, pois se sentir forte é utopia em um mundo onde nada parece ser natural.
E por melhor que seja a situação (ou a relação) ela ficaria bem melhor se contornada de espontaneidade
Não existe como levar a sério algo que tem de ser relembrado ou dito a todo instante
Certa vez prometi que tudo deveria ser assim: naturalmente verdadeiro ou verdadeiramente natural, nada de pesos indevidos em momentos teoricamente feitos para agraciar de paz.
Mas a vida nem sempre é assim...
Você se irrita, você luta e faz de tudo para demonstrar que não há nada que possa abalar a sua convicção tão sublime, e quando quase tudo vem ao olhos com o propósito de transformar isso em piada não há como se manter inerte.
As dúvidas voltam, os olhos já não brilham tão inocentemente asim - apesar de ainda brilharem - e mais um calo se junta à coleção adquirida.
As promessas de se fazer forte já não são necessárias, pois se sentir forte é utopia em um mundo onde nada parece ser natural.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
"Rock das antigas"
The zimmers
Em meados do ano de 2006 surge na Inglaterra a banda The Zimmers, apenas mais uma banda de covers entre tantas outras se não fosse o aspecto que a tornou famosa em todo o mundo: a média de idade de seus 40 integrantes passa dos 80 anos e dois membros possuem exatos 102 anos de idade!
A banda ficou conhecida no ano passado com um cover de "My Generation", do The Who. A música chegou à posição 26 na parada pop britânica, e o vídeo da música se tornou um hit na internet.
Seu líder e principal vocalista é Alf Carretta de 91 anos que diante de tanta curiosidade e atenção da mídia tradicional só encontra motivos para levar tudo com muito bom humor, "Esperamos não ser atacados por fãs.Não conseguimos mais correr tão rápido" diverte-se.
Bom Humor
O próprio nome do grupo é carregado de bom humor, já que "The Zimmers" foi escolhido em homenagem a um tipo de andador.
O primeiro disco da banda Lust for Life tem 14 músicas, e além da faixa que tornou a banda famosa, o CD apresenta covers de Eric Clapton, Beatles e Frank Sinatra.
Segundo os músicos o principal objetivo da banda além da diversão é conscientizar as pessoas de que a frase que diz que nunca é tarde para se começar ou realizar algo não deve ser apenas mais um clichê, e que levar isso a sério é o espiríto do real rock´roll.
Veja o vídeo de "My Generation" na voz dos Zimmers:
The zimmers
Em meados do ano de 2006 surge na Inglaterra a banda The Zimmers, apenas mais uma banda de covers entre tantas outras se não fosse o aspecto que a tornou famosa em todo o mundo: a média de idade de seus 40 integrantes passa dos 80 anos e dois membros possuem exatos 102 anos de idade!
A banda ficou conhecida no ano passado com um cover de "My Generation", do The Who. A música chegou à posição 26 na parada pop britânica, e o vídeo da música se tornou um hit na internet.
Seu líder e principal vocalista é Alf Carretta de 91 anos que diante de tanta curiosidade e atenção da mídia tradicional só encontra motivos para levar tudo com muito bom humor, "Esperamos não ser atacados por fãs.Não conseguimos mais correr tão rápido" diverte-se.
Bom Humor
O próprio nome do grupo é carregado de bom humor, já que "The Zimmers" foi escolhido em homenagem a um tipo de andador.
O primeiro disco da banda Lust for Life tem 14 músicas, e além da faixa que tornou a banda famosa, o CD apresenta covers de Eric Clapton, Beatles e Frank Sinatra.
Segundo os músicos o principal objetivo da banda além da diversão é conscientizar as pessoas de que a frase que diz que nunca é tarde para se começar ou realizar algo não deve ser apenas mais um clichê, e que levar isso a sério é o espiríto do real rock´roll.
Veja o vídeo de "My Generation" na voz dos Zimmers:
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Cuidadores de idosos terão programa nacional de formação
O Ministério da Saúde lançou no último dia 08 de Outubro em Copacabana, no Rio, o Programa Nacional de Formação de Cuidadores de Idosos.
Trinta e seis escolas técnicas do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país poderão oferecer o treinamento. Para isso, cada instituição precisa entrar em contato com o ministério.
Até 2011, a meta é qualificar 65 mil cuidadores. Eles precisam ter formação adequada para lidar com pessoas com mais de 60 anos. Não há necessidade de ter curso superior.
Precisam estar atentos à linguagem corporal do idoso, além de favorecer a comunicação entre a pessoa idosa e sua família, saber agir em emergências e monitorar situações de risco.
Trinta e seis escolas técnicas do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país poderão oferecer o treinamento. Para isso, cada instituição precisa entrar em contato com o ministério.
Até 2011, a meta é qualificar 65 mil cuidadores. Eles precisam ter formação adequada para lidar com pessoas com mais de 60 anos. Não há necessidade de ter curso superior.
Precisam estar atentos à linguagem corporal do idoso, além de favorecer a comunicação entre a pessoa idosa e sua família, saber agir em emergências e monitorar situações de risco.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Muito além de uma pesquisa.
Em um dia de frio agudo e recheado de preguiça tive que enfrentar a 4ª condução do dia para chegar em um bairro distante do meu já distante doce lar.
Confesso que a fadiga quase se transformou em má vontade sob efeito do forte calor que parecia onipresente até mesmo ao lado da janela aberta.
Era necessário, pois seria um dos responsáveis pela visita da instituição Casa São Vicente de Paula e para assim realizar uma pesquisa de faculdade.
Após alguns minutos para me localizar na avenida desconhecida pude perceber pela grande pintura que estampava o muro que o grande terreno pelo qual havia passado algumas vezes sem reparar era o endereço marcado como sendo o da Ong.
Devido ao atraso pela procura não consegui acompanhar a visita desde o início, chegando no momento em que minha colega já era apresentada aos aposentos e aos seus hóspedes.
Os dormitórios dipostos no centro do local em moldes de vila proporcionam liberdade de locomoção e de interação entre os habitantes do local.
Pelos largos corredores vi idosos que carregavam consigo algo além das feições carregadas de carência, soavam para mim como retratos vivos de uma vida inteira e rapidamente acabaram com o sentimento da obrigação de estar ali.
Dessa forma cada quarto revelava uma história que era ludicamente representada pelos detalhes presentes na decoração e pelo jeito que éramos recebidos por cada um.
Dona Terezinha de 102 anos não escondeu a sua alegria de ser visitada e ainda se disse envergonhada de não "trabalhar" durante o dia, já Dona Lourdes sua companheira de quarto se queixava de não ser possível ficar o dia inteiro descansando devido a supervisão constante de sua amiga.
Foram momentos divertidos que comprovaram que as visitas são sem dúvida o maior fator de motivação para eles que demonstram imensa satisfação em contar suas histórias e exibir os trabalhos manuais realizados nas oficinas que participam.
São permitidas diariamente à partir das 15:00 hrs durando cerca de uma hora para que não interfiram nos regrados horários da casa e aos sábados começando às 13:00hrs até às 16:00.
A próxima visita será realizada no próximo sábado e espero contar pelo blog de maneira mais pessoal a história de alguns de seus personagens, já que foram rápidas lições de vida que merecem destaque sob outro prisma que não só o técnico e acadêmico solicitado pela Universidade.
Em um dia de frio agudo e recheado de preguiça tive que enfrentar a 4ª condução do dia para chegar em um bairro distante do meu já distante doce lar.
Confesso que a fadiga quase se transformou em má vontade sob efeito do forte calor que parecia onipresente até mesmo ao lado da janela aberta.
Era necessário, pois seria um dos responsáveis pela visita da instituição Casa São Vicente de Paula e para assim realizar uma pesquisa de faculdade.
Após alguns minutos para me localizar na avenida desconhecida pude perceber pela grande pintura que estampava o muro que o grande terreno pelo qual havia passado algumas vezes sem reparar era o endereço marcado como sendo o da Ong.
Devido ao atraso pela procura não consegui acompanhar a visita desde o início, chegando no momento em que minha colega já era apresentada aos aposentos e aos seus hóspedes.
Os dormitórios dipostos no centro do local em moldes de vila proporcionam liberdade de locomoção e de interação entre os habitantes do local.
Pelos largos corredores vi idosos que carregavam consigo algo além das feições carregadas de carência, soavam para mim como retratos vivos de uma vida inteira e rapidamente acabaram com o sentimento da obrigação de estar ali.
Dessa forma cada quarto revelava uma história que era ludicamente representada pelos detalhes presentes na decoração e pelo jeito que éramos recebidos por cada um.
Dona Terezinha de 102 anos não escondeu a sua alegria de ser visitada e ainda se disse envergonhada de não "trabalhar" durante o dia, já Dona Lourdes sua companheira de quarto se queixava de não ser possível ficar o dia inteiro descansando devido a supervisão constante de sua amiga.
Foram momentos divertidos que comprovaram que as visitas são sem dúvida o maior fator de motivação para eles que demonstram imensa satisfação em contar suas histórias e exibir os trabalhos manuais realizados nas oficinas que participam.
São permitidas diariamente à partir das 15:00 hrs durando cerca de uma hora para que não interfiram nos regrados horários da casa e aos sábados começando às 13:00hrs até às 16:00.
A próxima visita será realizada no próximo sábado e espero contar pelo blog de maneira mais pessoal a história de alguns de seus personagens, já que foram rápidas lições de vida que merecem destaque sob outro prisma que não só o técnico e acadêmico solicitado pela Universidade.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Quem sabe mais do que só nós vivemos?
É tudo boato, o fato é que só nós sabemos
Deixe pra lá essa marra do dedo que aponta
Não há concordancia em mudar o final
Faz de conta
Que nada que digam fez em ti menção de mudar
Hoje sou do seu mundo , constante , falem o que falar...
Trela só pra quem merecer
Seu olhar chamou de longe isso só eu vou entender...
Deixe pra lá essa marra do dedo que aponta
Não há concordancia em mudar o final
Faz de conta
Que nada que digam fez em ti menção de mudar
Hoje sou do seu mundo , constante , falem o que falar...
Trela só pra quem merecer
Seu olhar chamou de longe isso só eu vou entender...
Recruta zero
Recruta Zero
O personagem Recruta Zero ( Beetle Bailey) foi criado por Mort Walker na década de 50, inicialmente criado como um jovem universitário muito preguiçoso e que mantinha sempre os olhos cobertos por um chapéu.
A tira não obtinha sucesso, até que Walker teve a idéia de alistar o personagem ao exército americano no ano de 1951 aproveitando o nacionalismo que se fazia muito forte devido a Guerra da Coréia.
As histórias então passam a ser retratadas no fictício Quartel Swampy, com todos os personagens sendo declaradamente inspirados na experiência do artista em seus tempos de exército.
Sempre muito indolente e preguiçoso retratava os jovens da época que não tinham aspiração nenhuma de empunhar armas em um front de batalha e que não viam significado algum nisso.
O recruta se tornou uma forte critica ao sistema americano e ao mesmo tempo a diversão favorita para os jovens soldados que nele se reconheciam.
Em pouco tempo a tira deixou de ser um fracasso para se tornar sucesso absoluto no país, passando a ser publicada em mais de 100 jornais diferentes, mantendo até hoje esse sucesso e sendo ainda uma das tiras americanas mais publicadas.
O sucesso de sua sátira ao serviço militar, onde o esperto soldado sempre se dá bem enrolando seus superiores, acabou gerando grandes problemas à publicação que considerada pelas autoridades como afronta ao exército chegou a ser proibida entre os folhetins distribuídos aos soldados.
A partir de então o cartunista passou a evitar associações dos quadrinhos aos fatos reais, o que antes era realizado sem pudor algum.
Enredo:
Dentro do Quartel Swampy o recruta enfrenta diversas situações que apresentam sempre como fio condutor as burocracias e confusões causadas pela hierarquia do exército e pela falta de reconhecimento desta por Zero.
Seu hostil algoz é o Sargento Tainha que o trata constantemente com autoridade e violência, apesar de ser retratado como um brutamontes de bom coração, é a maneira encontrada por Walker para demonstrar sua visão sobre a interferência do ambiente militar no homem e de como os valores vendidos por um sistema podem moldar de maneira contundente a peronalidade de alguém.
Ao mesmo tempo em que bate e persegue seu subordinado Tainha também demonstra laços afetivos e preocupação com o seu bem, muitas vezes tal zêlo é o que lhe faz ser enganado, mas isso não deixa de ser um reconhecimento por parte do esperto soldado que no fundo sabe que o maior desejo de seu superior é que se torne tão obcecado por disciplina quanto ele.
O sargento tem em seu cachorro Otto o seu fiel escudeiro e espião contra as armações dos soldados.
O chefe de Tainha é chamado General Dureza e é o retrato mais ácido dentro do universo criado.
Sempre com um copo de martini às mãos e obedecendo cegamente à sua mulher, Martha, o velho oficical vive pela esperança de ser reconhecido pelo governo como um grande militar, como isso nunca ocorre sempre recorre à bebida como confidente.
Desta forma estava feita a crítica a falta de reconhecimento por parte do governo aos que dedicam suas vias à interesses de um Estado.
Quase todos os personagens foram duramente criticados por teoricamente serem resultados de estereótipos combatidos
Existe o cozinheiro Cuca que prepara alimentos tão ruins que não são aproveitados por nenhum dos presentes em Swampy levando sempre um cigarro na boca, o amigo Dentinho que sofre por ser limitado intelectualmente e que sempre acaba comprometendo à todos com suas confusões, além de Srta Tetê uma das secretárias do General Dureza que é a típica "loura burra" e sua companheira de ofício Miss Blips preterida sempre por não possuir os mesmos atributos fisícos.
Mort Walker afirma sempre que todos os personagens e histórias são resultado das próprias contradições da sociedade americana e que não tinha culpa por trazê-los às suas páginas
Apesar de todo desconforto causado no iníco de sua publicação Recruta Zero tem o mérito de ser a publicação que teve o primeiro personagem negro dos quadrinhos norte-americanos, em 1970 surgia Tenente Mironga e seu inconfundível "black power".
As tiras continuam a ser publicadas em diversos veículos pelo mundo, iclusive no Brasil , sendo editada desde 1991 pelo O Estado de S. paulo. e por outros jornais como: Zero Hora, A Tarde e O Estado de Minas
Houve também a produção de seu desenho que mostrava a história desde os tempos de faculdade até o ingresso na vida militar, exibido por terras brasileiras no ano de 2004 pela Tv Record.
A vida do personagem parece não ter prazo de validade e seus famosos lemas "Nunca deixe para amanhã o que você pode fazer depois de amanhã" e "É engraçado como o tempo voa quando a gente está de folga" parecem ser tão duradouros quanto a política de guerra americana.
O personagem Recruta Zero ( Beetle Bailey) foi criado por Mort Walker na década de 50, inicialmente criado como um jovem universitário muito preguiçoso e que mantinha sempre os olhos cobertos por um chapéu.
A tira não obtinha sucesso, até que Walker teve a idéia de alistar o personagem ao exército americano no ano de 1951 aproveitando o nacionalismo que se fazia muito forte devido a Guerra da Coréia.
As histórias então passam a ser retratadas no fictício Quartel Swampy, com todos os personagens sendo declaradamente inspirados na experiência do artista em seus tempos de exército.
Sempre muito indolente e preguiçoso retratava os jovens da época que não tinham aspiração nenhuma de empunhar armas em um front de batalha e que não viam significado algum nisso.
O recruta se tornou uma forte critica ao sistema americano e ao mesmo tempo a diversão favorita para os jovens soldados que nele se reconheciam.
Em pouco tempo a tira deixou de ser um fracasso para se tornar sucesso absoluto no país, passando a ser publicada em mais de 100 jornais diferentes, mantendo até hoje esse sucesso e sendo ainda uma das tiras americanas mais publicadas.
O sucesso de sua sátira ao serviço militar, onde o esperto soldado sempre se dá bem enrolando seus superiores, acabou gerando grandes problemas à publicação que considerada pelas autoridades como afronta ao exército chegou a ser proibida entre os folhetins distribuídos aos soldados.
A partir de então o cartunista passou a evitar associações dos quadrinhos aos fatos reais, o que antes era realizado sem pudor algum.
Enredo:
Dentro do Quartel Swampy o recruta enfrenta diversas situações que apresentam sempre como fio condutor as burocracias e confusões causadas pela hierarquia do exército e pela falta de reconhecimento desta por Zero.
Seu hostil algoz é o Sargento Tainha que o trata constantemente com autoridade e violência, apesar de ser retratado como um brutamontes de bom coração, é a maneira encontrada por Walker para demonstrar sua visão sobre a interferência do ambiente militar no homem e de como os valores vendidos por um sistema podem moldar de maneira contundente a peronalidade de alguém.
Ao mesmo tempo em que bate e persegue seu subordinado Tainha também demonstra laços afetivos e preocupação com o seu bem, muitas vezes tal zêlo é o que lhe faz ser enganado, mas isso não deixa de ser um reconhecimento por parte do esperto soldado que no fundo sabe que o maior desejo de seu superior é que se torne tão obcecado por disciplina quanto ele.
O sargento tem em seu cachorro Otto o seu fiel escudeiro e espião contra as armações dos soldados.
O chefe de Tainha é chamado General Dureza e é o retrato mais ácido dentro do universo criado.
Sempre com um copo de martini às mãos e obedecendo cegamente à sua mulher, Martha, o velho oficical vive pela esperança de ser reconhecido pelo governo como um grande militar, como isso nunca ocorre sempre recorre à bebida como confidente.
Desta forma estava feita a crítica a falta de reconhecimento por parte do governo aos que dedicam suas vias à interesses de um Estado.
Quase todos os personagens foram duramente criticados por teoricamente serem resultados de estereótipos combatidos
Existe o cozinheiro Cuca que prepara alimentos tão ruins que não são aproveitados por nenhum dos presentes em Swampy levando sempre um cigarro na boca, o amigo Dentinho que sofre por ser limitado intelectualmente e que sempre acaba comprometendo à todos com suas confusões, além de Srta Tetê uma das secretárias do General Dureza que é a típica "loura burra" e sua companheira de ofício Miss Blips preterida sempre por não possuir os mesmos atributos fisícos.
Mort Walker afirma sempre que todos os personagens e histórias são resultado das próprias contradições da sociedade americana e que não tinha culpa por trazê-los às suas páginas
Apesar de todo desconforto causado no iníco de sua publicação Recruta Zero tem o mérito de ser a publicação que teve o primeiro personagem negro dos quadrinhos norte-americanos, em 1970 surgia Tenente Mironga e seu inconfundível "black power".
As tiras continuam a ser publicadas em diversos veículos pelo mundo, iclusive no Brasil , sendo editada desde 1991 pelo O Estado de S. paulo. e por outros jornais como: Zero Hora, A Tarde e O Estado de Minas
Houve também a produção de seu desenho que mostrava a história desde os tempos de faculdade até o ingresso na vida militar, exibido por terras brasileiras no ano de 2004 pela Tv Record.
A vida do personagem parece não ter prazo de validade e seus famosos lemas "Nunca deixe para amanhã o que você pode fazer depois de amanhã" e "É engraçado como o tempo voa quando a gente está de folga" parecem ser tão duradouros quanto a política de guerra americana.
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